Pequenos e micro empresários de Campinas movimentam a economia no período de isolamento social usando vendas online e WhatsApp

 Pequenos e micro empresários de Campinas movimentam a economia no período de isolamento social usando vendas online e WhatsApp

Pesquisa da FGV em julho mostra que as pequenas empresas foram as mais impactadas com a pandemia. E pior, apenas 38,8% delas esperam a normalização da economia só em 2021. Sem acesso aos programas de crédito do governo, esses empreendedores se reinventaram. 70,9% passaram a empregar o WhatsApp para vender. Em Campinas muitos deles evitaram a falência e conseguiram aumentar a receita em 47%. Para atender a demanda desses cenários, o escritor Conrado Adolpho, especialista em alavancagem rápida de micro e pequenas empresas na Internet, transforma o livro best-seller mais estudado nas universidades Mackenzie, USP, ESPM em cursos e lives para auxiliar o empreendedor regional de Campinas

As pequenas empresas são responsáveis por 54% dos empregos com carteira assinada e respondem por 27%, ou seja, 1/3 do Produto Interno Bruto (PIB) Nacional.

Pela pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas – Ibre/ FGV, em junho, o índice de confiança dos pequenos empresários marcou 58 pontos, enquanto a dos grandes estavam em 80,6 pontos. Além disso, as pequenas registraram uma queda de 69,5 pontos no período e recuperaram 37,3 pontos.

O levantamento realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) entre 25 e 30 de junho, também não é muito diferente.  O estudo mostrou que as 99,8 pequenas empresas com 49 funcionários foram as que mais tiveram vendas impactadas durante a pandemia.  A perda média de faturamentopara esses empresários caiu de 70% para 51% com relação à primeira semana de abril deste ano.

O setor de serviços, que corresponde a 74,4% foi o que registrou maior percentual de empresas afetadas negativamente. Na indústria esse índice chegou a 72,9%; na construção civil 72,6%, mas foi o comércio com 65,3% que está resistente à crise. O pequeno empresário foi o mais prejudicado na pandemia por ter menos acesso aos programas de crédito do governo. A pesquisa mostrou, também, que das empresas que tentaram algum tipo de crédito, mas não conseguiram, 64,4% delas são de pequeno porte, 30,5% estão no grupo das companhias de médio porte e apenas 5,1% são de grande porte.

Em contrapartida, por meio das notas fiscais eletrônicas, a Receita Federal registrou que o mês de junho tem o maior volume de vendas do anoR$ 24 bilhões por dia. O isolamento social, durante a pandemia da Covid-19, também disparou as vendas pelo comércio eletrônico. No mês de passado, o crescimento das notas fiscais referentes a vendas pela internet chegou a 73% em relação ao mesmo mês do ano passado, e a média diária chegou a R$ 670 milhões.

A região de Campinas está em segundo lugar no Estado, no que diz respeito a venda pela internet, com um faturamento de R$ 414,8 milhões. 70,9% empregam o WhatsApp, 64,6% usam o Facebook, 55,7% empregam o Instagram e 26,6% usam o próprio site e-commerce e, mesmo com a crise, alguns dos pequenos empresários da região registaram aumento de até 50% na receita.

Para orientar o pequeno e médio empreendedor que ainda não opera na web, o autor do best-seller mais lido na área do marketing digital nas universidades Mackenzie, USP e ESPM, Conrado Adolpho, está realizando lives todas as terças-feiras às19h no canal do YouTube para ensinar tudo o que os pequenos e micro empresário precisam saber sobre planejamento estratégico e a valorização de produto, além de deixar a empresa relevante na internet. Além de escritor, Conrado preside a 8Ps, uma Escola de Negócios de Campinas voltada para ensinar donos de pequenas empresas, profissionais liberais, de marketing e vendas a escalarem os businesses por meio da internet. A Instituição que tem atraído os olhares de empresários de várias partes da América Latina.

E o motivo ele explica: “Em média, as pessoas passam 4 horas e 59 minutos acessando a internet contra 4 horas e 31 minutos assistindo televisão. Diante desse número fica claro que os empresários devem ter a sua presença na rede online para aproveitar todas as oportunidades de vendas que ela oferece”, comenta o especialista em marketing ao informar que, apesar desse índice, nem todos os empresários sabem utilizar a internet para vender e valorizar os seus produtos e criar relacionamento com o público-alvo.

Ao finalizar, Conrado Adolpho enfatizou que o empresário que não estiver atento às mudanças sobre como as pequenas empresas estão fazendo negócios na economia atual verá o próprio negócio definhar em menos de 1 ano. “A maior plataforma global de vendas do mundo para os pequenos e médios negócios é o WhatsApp, mercado de 195 milhões de brasileiros que está presente em 94% dos celulares e que representa, somente no Brasil, uma oportunidade de R$ 600 bilhões desse nicho de mercado”, concluiu.

Raphaela Vitiello

Raphaela Vitiello

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