Por Laís Fernandes e Eliege Signorelli
No Brasil, a exclusão social se mostra das mais diversas formas. São pessoas que não têm acesso ao básico: à educação de qualidade e à saúde eficaz. A falta de moradia é só mais um problema enfrentado pela população de baixa renda. Ter um lugar digno para morar é uma questão básica, e possibilitar isso ao ser humano é garantir também sua cidadania.
Como alternativa para amenizar a situação, existem projetos habitacionais em âmbito municipal, estadual e federal, que proporcionam às famílias de baixa renda a possibilidade de adquirirem a casa própria. A medida é importante, pois quando não se tem acesso a um lugar digno para viver, a população acaba recorrendo às favelas ou a outras zonas de risco.
Por este motivo, a Secretaria da Habitação de Indaiatuba, trabalha para implementar uma política de democratização do acesso à terras urbanizadas e a construção de casas populares através de programas como Minha Casa Minha Vida e CDHU, cadastrando 20 mil famílias da cidade que não tem casa própria. De acordo com o secretário, Gervásio Aparecido da Silva, foi entregue em dezembro de 2009, o Conjunto Habitacional Veredas da Conquista, localizado no bairro Mato Dento com 66 casas. “Além desse Conjunto Habitacional. Está previsto a entrega de mais 42 casas no começo do mês de abril, também no bairro Mato Dentro”, comenta o secretário.
Além desses projetos municipais, Indaiatuba também será contemplada com o projeto federal, Minha Casa, Minha Vida. “Vamos lançar agora uma parceria entre a prefeitura e iniciativa privada para a construção de 500 casas, que devem começar em meados de abril”, salienta Silva. A previsão de construção é de um ano, para atender renda familiar acima de três salários mínimos com subsídio de até R$ 23 mil do programa Minha Casa, Minha Vida.
Segundo o prefeito de Indaiatuba, Reinaldo Nogueira, também há um novo plano diretor para reduzir o déficit habitacional. “Estamos mudando o plano diretor que em breve estará para aprovação na câmara e vamos lançar mais de dois mil lotes populares, para atender as famílias que não foram contempladas com casas, mas tem condições de pagar uma pequena parcela por mês para adquirir um terreno”, salienta o prefeito.
Em contrapartida a classe social A e B de Indaiatuba tem investido no mercado imobiliário, de acordo com a empresária do ramo Mirian Mazzetto Campregher, o mercado de imóveis está super aquecido. “Devido à projeção nacional da cidade, sua infraestrutura e sua qualidade de vida, os investidores estão optando pela construção de imóveis para venda. Mas, o que se tem visto é uma grande procura pela locação de imóveis de médio a alto padrão dentro de condomínios. Pessoas que a principio precisam de um tempo de adaptação da família em Indaiatuba, para posteriormente investir na compra da casa própria”, explica Mirian.
Por conta do crescimento dos empreendimentos imobiliários a mão de obra na área da construção civil passa por uma crise. O construtor Marcelo Martins, afirma que a cada dia é mais difícil encontrar profissionais qualificados no mercado. “Tenho uma equipe inteira de Monte Mor. Tive de contratar profissionais de outra cidade, pois em Indaiatuba está difícil de encontrar mão de obra neste ramo e o serviço prestado deixa um pouco a desejar”, explica Martins.
Um fato importante que o construtor ressalta é a falta de valorização do pedreiro. “Essa profissão é muito importante para o desenvolvimento da cidade, pois são eles os responsáveis por concretizar os projetos, mas não é um trabalho fácil e exige muito da pessoa. Porém, na maioria das vezes, esses profissionais não são respeitados como se deve. Acredito que se essa profissão fosse mais valorizada com treinamento eficiente não haveria a falta de mão de obra nesta área”, enfatiza Martins.