Léia Perini assume a direção administrativa
do Anglo/Campinas – Unidade Indaiatuba


Em 2010, a Escola de Educação Infantil Cata-Vento completa 13 anos, e com ela, a trajetória de uma das profissionais da educação mais respeitadas de Indaiatuba ganhou novos rumos. Desde janeiro deste ano, a mantenedora da Cata-Vento, a pedagoga, Léia Perini, assumiu também a direção administrativa do Colégio Anglo-Campinas - Unidade Indaiatuba, do Ensino Fundamental ao Ensino Médio e Cursinho. Um novo desafio para quem passou a maior parte da vida cuidando da formação do aluno na primeira infância.

Eliege: depois de tanto tempo na educação infantil, assumir a direção administrativa de um colégio de adolescentes e jovens é um risco e tanto, o que a fez encarar essa nova missão?
Leia: antes de tudo, acredito na minha formação e experiência como educadora e é nela que encontro energia suficiente para encarar esse novo desafio. Além disso, estou me unindo a uma competente equipe já estruturada, sob a direção pedagógica do professor Benedito Donizete da Silva, mais conhecido pelos alunos como professor Benê. Acredito que quando você faz o que gosta, se dedica, dando o melhor de si, o resultado só pode ser positivo.

Eliege: o seu novo desafio soma-se a mudança do material didático do Sistema Anglo de Ensino para COC, o que representa esta mudança para o aluno Anglo/Campinas?
Léia: na prática, nossos alunos continuam utilizando um excelente material didático. Nossa proposta pedagógica é a mesma, o grupo docente também continua o mesmo, assim como o nosso sistema de avaliação, elaboração de provas e projetos internos. Portanto, apenas mudamos o material impresso de apoio. O COC foi a primeira rede de ensino a transformar a tecnologia da computação em ferramenta pedagógica e nossos alunos e familiares passam a ter acesso a um portal educacional dinâmico e atualizado que contribui de forma efetiva para a formação dos nossos alunos. Com a experiência da nossa equipe pedagógica é só uma questão de adaptação dos alunos e professores, mas acredito que esta transição será bem rápida.

Eliege: em sua opinião de educadora, qual o peso que o material didático pode ter para um ensino eficiente?
Léia: apesar de alguns educadores se dividirem entre a questão do uso exclusivo da tecnologia para ensinar e a conservação de algumas técnicas e ferramentas antigas, mas que ainda dão certo, pessoalmente acredito que seja consenso o fato de que nossos alunos evoluíram muito com tanto acesso a informação. A tecnologia e a internet fazem parte da sua rotina e, atualmente, para prender a atenção de um grupo de crianças e jovens é preciso inovar e interagir com eles. Também é consenso que: um bom educador deve usar novas ferramentas como apoio e instrumento facilitador da aprendizagem. No entanto, a qualidade do trabalho e o talento para ensinar independem da tecnologia ou do material de apoio impresso (apostilas), o professor continua sendo a peça mais importante no processo de ensino, onde sua experiência e o seu domínio do conteúdo são determinantes para a excelência do aprendizado. Além disso, penso que a formação e competência de nossos professores são indiscutíveis. Por outro lado, é compreensível a insegurança e a angústia de alguns pais com esta mudança, mas diante da qualidade de ensino que sempre oferecemos aos nossos alunos, ao longo desses 33 anos de Anglo/Campinas, essa preocupação perde o sentido. 

Eliege: o material didático muda, mas o nome Anglo/Campinas não. Por quê?
Léia: a instituição de ensino foi fundada em 1977 pelos professores Euclydes e Taba, recebendo o nome de Colégio Anglo/Campinas. Ou seja, essa é a sua marca registrada e respeitada em toda Região Metropolitana de Campinas. Hoje, o Anglo/Campinas soma nove unidades, sendo referência em ensino.

Eliege: existe receita para formar um bom aluno?
Léia: não! Uma boa formação passa pela necessidade individual de cada aluno, ou seja, sua adaptação ao colégio, a proposta pedagógica e a equipe acadêmica são fatores relevantes. Mas, sem duvida, existe uma receita para formar um bom ser humano e que todos os educadores concordam: fortalecer os laços que ligam aluno, família e escola. Com tantas mudanças dentro dos núcleos familiares e a globalização de alguns conceitos e costumes, educar tem se tornado uma tarefa muito mais humana e solidária do que pedagógica. E apesar da complexidade que atualmente envolve a nossa missão de educar crianças e jovens, acredito que a formação do aluno, enquanto ser humano, ainda é o papel mais importante do professor e da escola.

ELIEGE SIGNORELLI
ES – ASSESSORIA E COMUNICAÇÃO

 

 

 
 

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