Chiaparine – cuidando da saúde e
do bem estar da população

O presidente da Câmara Municipal de Indaiatuba, Luiz Carlos Chiaparine, nasceu na cidade litorânea de São Vicente. Aos 43 anos, é casado com Soraia Maria Simonetti Chiaparine e tem um filho, Giovanni, de 11 anos.
Médico formado, com especialização em Cardiologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, o Dr. Chiaparine, como é mais conhecido por seus eleitores, é filiado pelo PDT. O médico também já atuou como secretário da saúde por oito anos e se diz satisfeito com os resultados profissionais alcançados tanto na medicina, quanto na vida pública.
Chiaparine concedeu esta entrevista a mim e a assessora de comunicação, Eliege Signorelli, em meio a uma rotina desgastante, entre seu mandato como presidente da Câmara, o atendimento no consultório e os plantões que, juntos, tomam em média de 12 a 14 horas do seu dia.

Beggo: como o senhor avalia o seu trabalho na Câmara? É mais fácil legislar, comandar uma Secretaria como a Saúde ou ser médico?
Chiaparine: na verdade, a política me colocou em contato direto com a população, fazendo me aproximar e entender melhor a minha rotina médica. No caso da Secretaria, os problemas são muitos e o orçamento é sempre insuficiente. São R$ 72 milhões por ano para atender e resolver os problemas de saúde de uma população que exigiria, no mínimo, R$ 400 milhões para ter um atendimento 100%. O esforço e a criatividade estão sempre sobrepondo a insuficiência do orçamento, o que pode ser notado se compararmos o atendimento municipal de Saúde de Indaiatuba com os de outras cidades do tamanho da nossa.
Já na Câmara, como vereador, e agora como presidente, tenho usado minha experiência administrativa como secretário da saúde para planejar e economizar. A Câmara trabalha com aproximadamente 85 funcionários e tem direito de utilizar 7% do orçamento do município, porém usamos aproximadamente 2,74%, sendo que, em 2009 retornamos aos cofres públicos R$ 435 mil. Realizamos 36 sessões ordinárias, três extraordinárias e duas sessões solenes, sendo a primeira no dia da posse, em 1º de janeiro de 2009, a outra em 08 de dezembro para a entrega de títulos. Foi um ano bem produtivo.

Beggo: O senhor já foi o vereador mais votado da cidade. O seu trabalho na Secretaria da Saúde tem muito a ver com isso?
Chiaparine: é claro que ser secretário por oito anos em uma secretaria tão importante como a Saúde te dá uma evidência, mas também pode trazer muitos desafios e cobranças cruéis para um médico. Lembro de uma vez, em um evento de inauguração, no Jardim Morada do Sol, um cidadão veio para cima de mim gritando e ameaçando me agredir, porque sua esposa havia morrido após passar pelo atendimento na Unicamp, porém por uma série de fatores, infelizmente não foi possível que o Governo do Estado repassasse os medicamentos em tempo hábil. Isso me fez sentir muito mal, mas tive de me acostumar a viver com este tipo de cobrança.  

Beggo: a população tem se queixado dos trabalhos da Câmara, principalmente, no que tange ao aumento do IPTU e a inoperância quanto à diminuição na tarifa dos pedágios. Como o senhor avalia essa insatisfação?
Chiaparine: em 2009 foram votados 235 projetos de Lei, apresentadas 899 Indicações, 173 Moções e 38 Requerimentos. Também passaram pelas sessões cinco projetos de Resolução, oito projetos de Decreto Legislativo e dois projetos de Lei Complementar. São números que mostram o trabalho sério realizado por nossos vereadores em prol da população de Indaiatuba.
Quanto ao aumento do IPTU, é um reajuste previsto na Lei de Responsabilidade Social e trata-se de uma das principais fontes de recursos do município, uma vez que, grande parte dos impostos vão para os governos Estadual ou Federal.  Quanto às tarifas da praça de pedágio da SP75, embora eu seja a favor de uma revisão de valores, cabe aqui uma definição do nosso trabalho. Há de se respeitar o fato de que existe um contrato entre a concessionária e o Governo do Estado. Também devemos lembrar que a prefeitura já tentou várias vezes reverter essa situação, porém juridicamente não há muito o que fazer.

Beggo: por falar em ética, este ano, as notícias sobre o comportamento de alguns vereadores foram mais destacadas na imprensa do que seus feitos. Como o senhor vê este tipo de saia-justa política?
Chiaparine: penso que o trabalho de cada vereador pode e deve ser fiscalizador e atender aos anseios da população, por isso é tão importante manter esse contato. Muitas vezes, o trabalho do vereador também é avaliado pelo número de projetos que apresenta, mas há de se lembrar que apresentar um projeto de Lei, por exemplo, não é tão simples como parece, há muitas restrições. 

Beggo: na época das eleições, a gente percebe uma dança de cadeiras em todas as escalas políticas. O senhor que sempre esteve no PDT, como vê a fidelidade partidária?
Chiaparine: Não penso em mudar de partido e sou fiel ao grupo que pertenço. É importante que o Legislativo ajude o Executivo a implementar as mudanças necessárias no município. Penso que, enquanto políticos, devemos caminhar sempre em direção ao desenvolvimento.

Beggo: como o senhor avalia o governo de Lula?
Chiaparine: ideologia e governo não combinam, e eu acho que, como um homem perspicaz, o nosso presidente descobriu isso bem rápido. Ser presidente não é mandar e obedecer é contemporizar, flexibilizar e compor um consenso. Nos últimos anos, os brasileiros mais atentos perceberam que Lula está aprendendo a governar pautado no respeito às opiniões diferentes daqueles que acreditam que sabem bem o que estão fazendo. Penso que este seja o caminho certo, ninguém governa um país sozinho.

Beggo: o senhor se sente um homem realizado em Indaiatuba?
Chiaparine: com certeza! Amo minha cidade, trabalho pelo seu crescimento e pelo bem estar do seu povo. A política se transformou num complemento da minha profissão. Já enfrentei alguns desafios para conjugar medicina e política, e hoje, não me vejo longe daqui. Para falar a verdade, pretendo passar o resto da minha vida em Indaiatuba.



Eliege Signorelli
ES – ASSESSORIA E COMUNICAÇÃO
31/01/2010

 

 

 

 

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